terça-feira, 8 de dezembro de 2009

John Mayer - Battle Studies





John Mayer tem uma boa bagagem para carregar. O cara já ganhou 4 grammy’s (ele tem apenas 32 anos) e o último disco dele é considerado pelos fãs e alguns críticos como um dos melhores discos de Pop/Blues/R&B das últimas décadas. O cara também é considerado um dos melhores guitarristas da atualidade e já tocou com übercelebridades do blues e jazz como B.B. King, Herbie Hancock, entre outros.

Foram três anos Agora que estamos com o novo álbum em mãos é seguro dizer que Mayer continua entregando ótimas músicas. Como “Continuum”, o seu trabalho anterior, foi, em minha opinião, o disco que ele nasceu para escrever, a obra-prima dele. Podemos dizer que “Battle Studies” é mais um bom álbum de Mayer, porém não é nenhum “Continuum

Não dá para não perceber o ar mais relaxadão de “Battle Studies” em comparação com o último disco do cara. Toda a progressão que ele teve, para um lado mais blues do que o tradicional pop não foi levada adiante nesse disco. A grande maioria das músicas são bem pop e lembram alguns dos momentos mais lentos do trabalho anterior (ex: “Slow Dancing in A Burning Room” ), já que possuem arranjos bem simples e remetem aos velhos tempos de Mayer. Grande exemplo disso é o single “Who Says”, que é basicamente só John Mayer e seu violão, relembrando bastante músicas como a queridinha das garotas “Your Body Is A Wonderland”. É claro que o cd tem os seus momentos blues, onde o cara mostra porque ele é considerado um dos melhores guitarristas da atualidade, com seus solos precisos e ótimas melodias, vale mencionar o ótimo arranjo, com muitas camadas de som de “Assassin”, que acaba se destacando como a melhor faixa do cd na minha opinião.

As letras estão, como é de costume, continuam excelentes. Boatos dizem que o nome do disco seria “John Mayer’s Eleven Reflections On The Theme Of Love, Performed In The Key Of Starry Eye'd Hunkness” e é bem isso que vemos, já que, praticamente, todas as músicas versam sobre o amor e suas alegrias e desilusões, assunto recente para Mayer, já que ele acabou de terminar o seu, bem público, relacionamento com a atriz Jennifer Anniston.

Com John Mayer não tem como errar mesmo, o cara é muito bom, mas apesar de ser um passo para trás em relação a progressão, Battle Studies funciona muito bem como um bom disco de pop e eu recomendo para todo mundo que quer curtir um cd de boa


8.5 / 10

30 Seconds To Mars - This Is War




Jared Leto volta com o trabalho mais ambicioso de sua carreira, aliado de muita ambientação e do Summit, o seu coral de mais de 1000 fãs (mais prentensioso imossível).



                Já se passaram quatro anos desde que foi lançado o último álbum do 30 Seconds To Mars, “A Beautiful Lie”. Foi Esse disco lançou os caras para o grande público do mundo todo e até trouxe os caras para uma série de shows aqui no Brasil. Apesar de muito ódio recebido, a banda é um eficiente grupo de space rock/alternativo, no melhor estilo Angels & Airwaves, onde mesclam uma pegada forte Pop com alguns experimentalismos.

                This Is War” só pode ser lançado depois de muito trabalho por parte dos caras da banda, já que o próprio Jared Leto teve que arcar com uma multa de milhões de dólares, pois eles decidiram quebrar o contrato com a gravadora para fazer o disco que a banda queria e não o que os executivos queriam. Após poucas escutadas já da para perceber o porque que a gravadora estava relutante em lançar o CD. Esse é, muito provavelmente, o álbum mais épico e grandioso do ano de 2009.

                Desde o seu primeiro álbum, Jared Leto tenta, sempre, fazer um som que é quase sobre-humano...um verdadeiro complexo de pau-grandismo que, na maioria das vezes, faz com que as músicas fiquem enfadonhas, já que fica impossível relacionar-se com o que o cara está te entregando.

                O que vem de diferente em “This Is War”? Leto soube conciliar o que fez de bom no 1º e no 2º álbum da banda para fazer o melhor cd do 30 Seconds To Mars até hoje.

                “Escape”, a primeira faixa do cd, é uma pequena introdução para o álbum. Nessa faixa já aparece em ação o Summit, o coral de fãs que a banda formou. Apesar de terem momentos onde esse coral é muito bem utilizado, como nas faixas “Kings And Queens” e na prórpia faixa-título “This Is War”, tem momentos onde o coral acaba soando um pouco “forçado”, como na música “Call To Arms”, música que é um exemplo de como a ambição do artista pode te “sufocar” em alguns casos.

                O 1º single lançado foi a faixa “Kings And Queens” que, na minha opinião, é uma das melhores músicas ja escrita pela banda, com um refrão poderoso a música empolga e, lá para o final da faixa, quando o Summit começa a cantar, você se sente obrigado a cantar junto. Outra faixa que merece destaque é a música “Hurricane”, que tem a inusitada participação especial do rapper Kanye West. A música pega pesado na ambientação e é formada, basicamente, por um riff de piano e uns elementos eletrônicos como pano de fundo, o experimentalismo dessa música pode lembrar um pouco o 1º cd da banda, onde as músicas eram mais compridas e tinha um quê de progressivo, devido a algumas estruturas pouco ortodoxas.

                No fim das contas, esse é o melhor cd do 30 Seconds To Mars e, acho, que isso vai se tornar uma unanimidade, pois apresenta a banda em seu auge em relação à composição de boas músicas. Apesar de alguns momentos onde o complexo de pau-grandismo de Jared Leto pode intimidar o ouvinte o saldo acaba sendo positivo, tendo em vista que esse é um bom álbum.


7 / 10

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

(500) Dias Com Ela






                (500) Dias Com Ela” é mais uma comédia romântica a chegar aos cinemas, o mais interessante é que, esse filme não é só mais um, ele realmente tem conteúdo. Os motivos que tornam esse filme especial quando comparado a todos os outros filmes desse estilo que chegam aos cinemas todas as semanas são: 1) Uma honestidade incomparável na visão do “amor” e 2) Uma direção interessante e extremamente criativa do egresso de videos músicais e estreante em longas, Marc Webb.

                O filme conta a história de Tom (Joseph Gordon-Levitt de “10 Coisas que Eu Odeio em Você”) e Summer (Zooey Deschanel de “Sim Senhor”) e dos 500 dias de seu relacionamento, daí o título. Tom é um garoto que trabalha escrevendo cartões comemorativos e tudo que deseja é conhecer a mulher de sua vida, já que ele acredita veemente no amor. Summer gosta de aproveitar a vida sem compromissos e rótulos, portanto, não acredita no amor. Quando os dois se conhecem no escritório Tom se apaixona a 1ª vista e, a partir daí, nascerá o relacionamento que irá ser contado nos 500 dias do título.

                Todos os relacionamentos são feitos de altos e baixos, momentos bons e ruims e esse filme entende isso, então não tenta mistificar o relacionamento como os filmes românticos normalmente fazem, naquela fórmula de “tudo vai bem, até o momento que algo acontece, o garoto precisa correr até a sua mulher e soltar uma frase de feito para reconquistar a garota e ficar tudo bem”. As personagens principais são muito humanas nesse sentido, já que eles têm os seus dias bons e ruims, suas brigas sérias e bobas e tudo mais, como num relacionamento de verdade.

                A direção de Marc Webb é muito interessante no seu modo de contar a história, já que não a conta linearmente, o diretor pega dias aleatórios e segue uma sequência ilógica, mostrando momentos-chave da relação de Tom e Summer. Como Webb já possui uma grande experiência em contar pequenas histórias em seus videoclipes, seu catálogo passa dos 100 vídeos, ele utiliza essa abordagem para trazer um pouco de inovação, contando pequenas histórias nos dias que vai nos mostrando. Esse esquema de falta de lienaridade torna a experiência de assistir o filme muito mais imerssiva, pois a falta de sequência lógica tira a sua referência de onde você está na história e o que falta acontecer, então você deixa de lado tudo isso e só aproveita a história que está sendo contada.

                São todos esses aspectos que tornam “(500) Dias Com Ela” uma experiência extremamente gratificante. A maneira peculiar de contar a história, a sensibildade romântica com a qual é muito fácil de se relacionar e a boa escolha dos atores principais, esse é um filme   deliciosamente imperdível.

9.5/10

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Review: Say Anything - Say Anything




Max Bemis está apaixonado e muito mais feliz!
Essa frase pode muito bem definir o sentimento onipresente do novo disco do Say Anything.

                Desde 2007 que não ouviamos do Say Anything. Foi nesse ano que eles lançaram o incrivelmente longo épico “In Defense Of The Genre”. Piadinhas à parte, aquele álbum foi muito bom, apesar de ter algumas músicas que estavam lá só para encher os dois discos que o formavam. Algumas músicas eram realmente excelentes ( “Baby Girl, I’m A Blur”, “Shiksa ( Girlfriend”, “The Church Channel”, entre outras...). Quando Bemis fez a declaração que eles iriam fazer mais amor (elegância é o que pega) com menos músicas para fazer o álbum sair inteiro excelente, eu fiquei empolgado. IDOTG foi sensacional, mas eles acharam que não era bom o suficiente?? E queriam fazer um álbum melhor?? Não pude não pensar:


Isso vai ser muito bom...


                Agora acabamos de entrar em novembro e, finalmente, o resultado chegou. E qual o veredito? – Só posso dizer que o cd alcançou todas as minhas expectativas e tem o potencial de, após mais algumas escutadas, se tornar o meu preferido dos caras.
                Ao contrário do IDOTG que parecia que estava em todos os lugares ao mesmo tempo, esse cd novo, auto-entitulado Say Anything, é muito mais coeso, em um sentido no qual as músicas criam um sentimento de continuidade e o álbum parece mais como uma unidade e não como uma coletânea, que acontecia com o antecessor. Esse novo som dos caras está com uma pegada mais pop e upbeat, isso se deve ao fato de que o Sr. Bemis se casou e está muito bem como todo o seu problema de bipolaridade, porém não faltam as músicas mais “porradinhas”, coisa que muitos fãs ficarão felizes em saber.

                No quesito musicalidade a banda melhorou bastante. Toda a parte instrumental lembra bem alguns dos melhores momentos do álbum anterior e nesse novo trabalho até aparecem uns solos de vez em quando, coisa que quase nunca apareceu nas musicas do SA.

O ponto forte do Say Anything sempre foram as letras de Bemis, que sempre tiveram sacadas sensacionais e sempre foram muito melhor do que as coisas que se encontram por aí em outras bandas de pop-punk. Nesse novo álbum Bemis continua forte com suas referências à cultura pop e todas as suas sacadas “espertinhas” estão la e quando você percebe-las irá rir e pensar: “esse cara é um gênio”. As referências vão do Kings Of Leon ao seriado Will & Grace...sim, Max é um letrista incrível.

                Não tem como discutir, essa é uma das melhores bandas dos atualidade. Eles são bons compositores, tem umas sacadas sensacionais em suas letras, seus refrões são aqueles que são para serem cantados em alto e bom som com seus amigos (de preferencia, bebados!). Say Anything é sensacional e eles se mantém desse mesmo jeito com mais esse lançamento.
                Ouvi gente dizendo que eles se venderam. Mas se pararmos para pensar, eles já se venderam faz tempo e não é preciso muita reflexão para perceber que eles são os melhores “sell outs” do mundo!

Ahhh....2009....what a great year for music.

9 / 10

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Bastardos Inglórios





Acho que essa deve ser a minha obra-prima”
                                             Tenente Aldo Raine


        
            Essa frase, que no filme Bastardos Inglórios é dita por Brad Pitt, pode muito bem ser interpretada como palavras do próprio Sr. Tarantino, impressionado com o resultado de sua mais recente obra.


            Até então não gostava de Quentin Tarantino. Os poucos filmes que tinha assistido não haviam me interessado e, em um caso, nem consegui assistir o filme inteiro. (Para deixar bem claro...eu nunca assisti Pulp Fiction). Porém, todos os trailers dos Bastardos me fizeram querer dar mais uma chance para o cultuado diretor.


            Bastardos Inglórios pode ser classificado como uma comédia de guerra, mas o filme é muito mais do que isso.


            O filme conta duas histórias em paralelo, uma é a dos Bastardos própriamente ditos, eles que são um bando de soldados judeus americanos que aterrorizam as tropas alemãs por sua crueldade no campo de batalha. A outra história é a de Soshana, uma judia que teve a sua família exterminada pelos nazistas e anseia por vingança.


            Como todos sabem, com Quentin Tarantino as coisas nunca são “normais” e esse filme não foge da regra. O diretor toma algumas “liberdades narrativas” sobre a história da guerra, que duvido as pessoas não saírem da sala de cinema com um sorriso de orelha a orelha. Em outras palavras, a história do filme é muito boa. Os diálogos são um ponto forte que, apoiado por ótimas interpretações, dão muito o que pensar.


            Ouvi falar muito sobre a violência presente no filme, mas ao assistir, tenho que dizer que isso tudo foi supervalorizado. Bastardos Inglórios não é muito mais violento do que alguns filmes sobre a 2ª Guerra Mundial e ao contrário desses outros filmes, que retratavam a guerra com um tom realista e deixava-nos chocados com as atrocidades, nesse filme a violência é “divertida” e bem banalizada como só o Tarantino sabe fazer.


            Apesar de seu longo tempo de duração (2h40min) o filme não pesa sobre o espectador, que sai do cinema ofegante após o grandioso climax do filme.
            Assim como quase todas as obras de Quentin Tarantino esse filme também é um ode ao cinema e todo o amor que o diretor sente pelo mesmo está presente no filme, cheio de referências ao cinema clássico, sem contar que uma boa parte da trama gira em torno de um cinema situado na Paris ocupada por nazistas.


            A ótima direção de Tarantino, as ótimas interpretações ( destaque para o coronel da SS vivido pelo, até então, desconhecido dos holofotes hollywoodianos, Christoph Waltz que rouba a cena de um Brad Pitt que tenta roubar a cena), diálogos inteligentes ( destaque para a sequência inicial, que apresenta um dos interrogatórios mais tensos da história do cinema, tudo isso graças a diálogos brilhantemente escritos por Tarantino)  e muita ação se juntam para fazer o que pode muito bem ser o melhor filme do ano até agora.


É nesse momento que deixo o meu ódio preconceituoso que tenho pelo Tarantino e só posso dizer  “Parabéns!”. Isso sim que é um filmão.




9.5/10

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O Informante




O Informante é um filme que beira à perfeição, com uma ótima direção, performançes excelentes de todo o seu elenco além de uma história envolvente e emocionante.

Michael Mann é um cara extremamente talentoso. Diretor de filmes como Fogo Contra Fogo, Colateral e Miami Vice, ele sabe como fazer um filme denso e emocionante, com histórias muito mais elaboradas do que o thriller básico que inunda o cinema atual, é uma pena que O Informante não é tão lembrado  como deveria pelas pessoas hoje em dia.

O filme conta a história real de um caso que aconteceu com o programa “60 Minutes” nos anos 90, quando enfrentou vários problemas jurídicos ao tentar transmitir uma entrevista que iria expor os podres da indústria do tabaco. A trama é vista através do ponto de vista de um recém demitido executivo da indústria do Tabaco, chamado Jeffrey Wigand (Russel Crowe de Gladiador) e do produtor do programa “60 Minutes”, chamado Lowell Bergman (Al Pacino de Um Domingo Qualquer).

O filme pode ser dividido em duas grandes partes com um prólogo e um epílogo. A 1ª delas acompanha o ponto de vista de  Wigand quando é demitido e decide abrir a boca sobre a a indústria para quem costumava trabalhar e é aí que tudo desanda, a personagem começa a receber ameaças de morte, sua esposa se divorcia dele e acompanhamos todo o processo em que ele pondera se deve ou não falar. Na 2ª parte acompanhamos Lowel Bergman e toda a sua luta com a administração da rede de tv para qual trabalha, que está cancelando a transmissão da entrevista com Wigand pois está com medo das retaliações legais que virão se o programa fosse para o ar.

As performances dos protagonistas Al Pacino e Russel Crowe são magníficas. Não consigo me lembrar de nenhuma atuação melhor de Crowe, que nesse filme está perfeito no papel do ex-executivo que vê a sua vida entrar numa espiral decadente quando decide falar com a imprensa sobre os podres que a indústria do tabaco esconde tão bem. Al Pacino está em seu último grande papel ante dos anos 2000 quando pareceu que perdeu toda a seu bom senso na hora de escolher projetsos e, também, a sua habilidade de atuar. O elenco de apoio também está muito bem em seus papéis, com destaque para Christopher Plummer que faz o papel de Mike Wallace, apresentador do programa “60 Minutes”.

Mann é conhecido por sua precisão como diretor, ele analisa tudo meticulosamente antes de fazer qualquer coisa, ou seja, todos os seus enquadramentos e cortes, a sua trilha sonora, é tudo pensado. Em O Informante, acredito, que não existe nada que poderia ser mudado ou melhorado. Tudo está perfeitamente colocado no filme e não há nada que ninguém conseguria idealizar melhor do que o diretor já fez; como já disse no começo da resenha esse filme beira à perfeição.
A transição entre as partes principais é tão sutil e bem colocada que nem percebemos acontecer e a introdução do filme onde vemos a personagem de Al Pacino conduzindo a entrevista no Oriente Médio não tem nenhuma importancia para a história própriamente dita do filme, mas mostra o caráter de quem é Lowel Bergman que acaba sendo um dos pontos centrais do argumento da história, tornando a cena extremamente bem colocada no contexto geral..

Infelizmente nunca havia assistido essa obra prima que é O Informante, mas ainda bem que assisti e recomendo a todos assistirem, pois esse é um filme extremamente poderoso com uma história muito próxima da gente (quantos amigos, parentes etc. Não fumam?) e muito pouco valorizado, o que é uma pena. Vendo que Beleza Americana ganhou o Oscar em 1999 quando concorria com O Informante prova que a Academia não sabe de nada, esse filme merecia todos os 7 Oscar’s que concorreu e, na minha opinião, mais uma dúzia de outros prêmios.


9.95/10

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Relient K - Forget And Not Slow Down






                Assim como disse na resenha do Cd do Thrice, ter muitas expectativas para algo pode ser ruim. Se revertermos a lógica podemos pensar que não ter expectativas para alguma coisa pode ser bom. No caso do novo cd do Relient K isso é muito bom.

                Forget And Not Slow Down é o sexto disco de estúdio da banda Relient K e o 1º desde o, bem ruimzinho, Five Scores And Seven Years Ago de 2006. Foi justamente esse último álbum que tirou as minhas esperanças nessa banda, o disco tinha sido muito genérico e com poucos momentos que valiam a pena revisitar de vez em quando. Ainda tiveram esses três anos que separaram o último lançamento que, sem nada novo, me fizeram “desistir” dessa banda. Semana passada o fórum de música absolutepunk.net postou um stream exclusivo do Forget And Not Slow Down (uma semana antes de seu lançamento oficial, que acontece hoje, dia 6 de outubro) e eu decidi ouvir o trabalho dos caras, já que em um post do seu blog, Jason Tate (dono do ap.net e um  cara com um gosto de música muito parecido com o meu), falou muito bem do cd.

                Logo na 1ª vez que escutei o cd fui fisgado pelos refrões “catchy”, pelas melodias alegres e por partes de letras que fui prestando a atenção. Agora na minha 9ª vez escutando o disco não consigo parar de ter uma sensação de que esse cd é muito, muito bem feito, que tudo está no lugar que deveria estar e que não tem nada mais para acrescentar ou tirar. Pode parecer que estou descrevendo um cd perfeito, mas não é, ele chega perto, mas ainda tem as susas falhas.

                Apesar de ser um cd sobre desilusões amorosas (sim, mais um desses), as músicas são muito “upbeat” e gostosas de ouvir, não consigo pensar em nenhum momento do disco que achei que a banda pesou no melodrama. As melodias são bem alegres e os refrões são aqueles que quando você estiver ouvindo o CD sozinho em casa, duvido que você não se empolgue enquanto canta esses trechos.

                Forget And Not Slow Down é um trabalho muito coeso, vendo que a banda fez um álbum com 15 faixas que somam 45 minutos, não fica dificil de perceber que as músicas não são compridas, não é bem isso. As músicas não são longas, mas é que temos 4 faixas que somam apenas 4 minutos e pouco. Essas pequenas faixas são “intros” e “outros” para algumas outras músicas do CD. Um pouco antes na resenha quando disse que tudo está no lugar que deveria estar, me referia a essas pequenas “músicas”. Essas faixas fazem as transições de uma música para a outra serem muito sutis, o que cria uma sensação de o CD ser uma grande música com momentos distintos. Esses momentos distintos marcam bem várias facetas da banda como a mais “agressiva” “Sahara” ou a überpop “Over It”, são essas diferentes "faces" da banda que tornam esse CD um disco variado e digno de várias escutadas.

                Em relação às falhas, tenho que falar que as letras são meio “bobinhas”, mas nada que vá fazer você desgostar do disco por causa disso, só acho que eles podiam ter tentado algo mais com elas.

                O Relient K fez um disco Pop Rock sensacional que, se não fosse pelos absurdos lançamentos sensacionais que 2009 está tendo, seria um candidato à disco do ano na minha opinião. Um disco divertido, bom de ponta a ponta e com músicas que você ficará o dia inteiro cantando.

9/10